UFBA — Faculdade de Economia/Núcleo de Estudos Conjunturais

Análise da Conjuntura
da Economia Baiana

Relatórios do NEC sobre política fiscal, commodities, indústria, comércio exterior e mercado de trabalho do Estado da Bahia.

Edição do Relatório
Fechamento 2025 / 1º Trim. 2026
R$ 536,4 bi
PIB Bahia 2025
+2,7%vs. 2024 (Brasil: +2,3%)
R$ 3 bi
Superávit Orçamentário 2025
+5,1%receita real vs. 2024
US$ 2,15 bi
Superávit Comercial 2025
+6,23%exportações no 1T2026
-18,8%
Desocupação 2025 vs. 2024
+3,4%ocupados (6,51 mi)
Política FiscalCommoditiesIndústriaComércio ExteriorTrabalho e Rendimento
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Relatório 2026.1
Fechamento 2025 / 1º Trim. 2026

Conjuntura com o fechamento de 2025 — PIB de R$536,4 bi (+2,7%) — e o primeiro trimestre de 2026: fiscal do 1º bimestre, comércio exterior pós-tarifaço, mercado de trabalho 2024/2025, indústria e safra 2026.

ApresentaçãoPolítica FiscalCommodities 1T2026IndústriaComércio ExteriorTrabalho e Rendimento
Relatório 2025.2
2º Semestre / Jan–Set 2025

Conjuntura do 2T2025 com dados até setembro de 2025 — crescimento do PIB (+2,7% no semestre), análise de basis e preços agrícolas, desempenho industrial e balanço comercial.

ApresentaçãoPolítica FiscalCommodities Jan–Set 2025IndústriaComércio ExteriorTrabalho e Rendimento
Relatório 2025.1
1º Trimestre 2025

Conjuntura do 1T2025 com análise fiscal, commodities agrícolas (1T2025), balanço da safra 2024/2025, indústria, comércio exterior e mercado de trabalho.

ApresentaçãoPolítica FiscalCommodities 1T2025Balanço da SafraIndústriaComércio ExteriorTrabalho e Rendimento
Novo: Retrospectiva 2025 — o ano do tarifaço em 7 capítulos visuais
1Apresentação

Sobre o NEC — Economia Baiana

A Pasta de Economia Baiana do Núcleo de Estudos Conjunturais (NEC) da Faculdade de Economia da UFBA tem como propósito central analisar e divulgar os principais aspectos da dinâmica econômica do estado da Bahia.

Por meio de uma abordagem voltada para a economia regional, o grupo desenvolve pesquisas sistemáticas nas áreas de política fiscal, commodities, indústria, comércio exterior e trabalho e rendimento, objetivando compreender as especificidades e os desafios particulares da economia baiana.

Esta edição (2026.1) apresenta o fechamento do ano de 2025 e a conjuntura do primeiro trimestre de 2026. O PIB baiano totalizou R$536,4 bilhões em 2025 (+2,7%), acima da média nacional (+2,3%). O período analisado foi marcado pelo impacto do tarifaço americano sobre as exportações, pela melhora do mercado de trabalho (desocupação -18,8%) e por um início de 2026 com queda real de receitas e despesas estaduais e desaceleração industrial.

Propósito
Analisar e divulgar os principais aspectos da dinâmica econômica do Estado da Bahia através de pesquisas sistemáticas.
Perspectiva Regional
Evidenciar como os fenômenos macroeconômicos se manifestam no território baiano e seus impactos sobre a população.
Produção de Conhecimento
Pensar a economia do nosso estado é também um ato de identificação e responsabilidade — com voz, com análise qualificada e com horizonte crítico.

Equipe do Relatório 2026.1

Orientadora
K
Kaiza Correia
Orientadora
Participantes (9)
A
Abhel Abreu dos Santos
Trabalho e Rendimento / Elaboração Textual
A
Alanna Souza dos Santos Silva
Fiscal / Elaboração Textual
B
Bruno Moura Rocha Couto
Comércio Exterior / Elaboração Textual
D
Douglas Quirino de Oliveira Mota
Comércio Exterior / Elaboração Textual
E
Eduardo Maynard
Fiscal / Elaboração Textual
H
Henrique Moura Ferreira
Commodities Agrícolas / Elaboração Textual
L
Luiza Souza Brandão
Indústria / Elaboração Textual
P
Pietro Costa Moreira
Commodities Agrícolas / Elaboração Textual
R
Rafael Carvalho Caires de Lima
Trabalho e Rendimento / Elaboração Textual
Ver a trajetória completa da equipe
2Política Fiscal

Desempenho Fiscal da Bahia

PIB de 2025 e desempenho fiscal do 1º bimestre de 2026 — crescimento acima da média nacional, mas início de exercício com queda real de receitas e despesas. Autores: Eduardo Maynard e Alanna Souza

Variação dos Setores do PIB — 4T2025 vs. 4T2024

Crescimento liderado por Serviços (+16,89%) e Indústria (+11,23%). A Agropecuária recuou 12,42%, reduzindo sua participação no PIB de 4,81% para 3,75%. Serviços consolidam a estrutura terciária da economia: 59,11% → 61,47% de participação.

Fonte: SEI
PIB Bahia 2025
R$ 536,4 bi
Incremento nominal de R$ 53,8 bi
Crescimento 2025 vs. 2024
+2,7%
Acima do PIB nacional (+2,3%)
Valor Adicionado Bruto
+2,8%
Impostos líquidos de subsídios: +2,3%
Participação de Serviços
61,47%
Indústria 22,03% · Agro 3,75%

Balanço Orçamentário — 2024 vs. 2025 (valores reais)

Em 2025, a receita arrecadada cresceu 5,1% em termos reais (R$81,9bi) e as despesas pagas avançaram 4,3% (R$78,9bi), ampliando o superávit de R$2,3bi para R$3bi. Já o 1B2026 registrou déficit real de ~R$123mi — expansão de 315,8% frente ao déficit de R$29mi do 1B2025.

Deflator: IPCA acumulado de 2025 (4,26%). Fonte: IBGE/FIPLAN/SEFAZ

Receitas e Despesas — 1B2026 vs. 1B2025

Receita Corrente 1B2026 (nominal)
R$ 16,73 bi
+1,17%
Receita Corrente 1B2026 (real¹)
-R$ 437 mi
-2,55%
Despesas Correntes 1B2026 (nominal)
R$ 12 bi
+0,98%
Despesas Correntes 1B2026 (real¹)
-R$ 339 mi
-2,73%
¹ Deflator: IPCA acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026 (3,81%).
Impostos, Taxas e Contribuições (55%)

Principal fonte de receita apresentou queda real de 0,85% no 1B2026, puxando a contração do agregado.

Transferências Correntes (37%)

Crescimento real de 1,41% atenuou o recuo. Destaques: Receitas Patrimoniais (+11,85%) e Contribuições (+10,97%).

Outras Receitas Correntes

Retração real de 61,57% — principal fator de queda da receita corrente no bimestre.

Composição das Despesas Correntes — Participação % (1B2025 vs. 1B2026)

A Previdência Social ampliou sua participação de 17,46% para 18,89% e consolidou-se como principal despesa corrente. Segurança Pública teve o maior ganho relativo (10,03% → 11,77%). Saúde e Educação perderam 1,4 e 1,5 p.p., e a forte queda de Encargos Especiais (8,72% → 4,69%) e Transportes (1,97% → 0,74%) pode pressionar os próximos bimestres.

Fonte: FIPLAN - SEFAZ/SAF
3Commodities

Agricultura Baiana — 1T2026

A conjuntura agrícola do 1T2026 combinou clima favorável, cotações pouco atrativas e custos elevados. Ainda assim, a safra deve crescer 5,5% na produção total, puxada pela soja. Autores: Pietro Costa e Henrique Moura

Chuvas Bem Distribuídas (300–600mm)

Volume expressivo de chuvas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras favoreceu o enchimento de grãos da soja no MATOPIBA e reduziu o risco de abortamento floral, com impacto positivo sobre o potencial produtivo.

Excesso de Umidade em Março

A permanência das chuvas em março reduziu as operações de colheita nas lavouras em estágio final. Produtores temem perdas pontuais de produtividade e de qualidade dos grãos pelo excesso de umidade.

Safra total 2026
+5,5%
estimativa LSPA de março (área +0,5%)
Soja
+4,5%
área +1,82% e produtividade +2,6%
Algodão
-13%
área cultivada -7,3%; preços pouco atrativos
Café
-13,9%
bienalidade negativa e desgaste das lavouras

Quadro 1 — Variação Estimada da Safra 2026 vs. 2025 (LSPA de março)

CulturaProduçãoÁreaRendimentoDestaque
Soja+4.5%+1.8%+2.6%Clima favorável no MATOPIBA; colheita do sequeiro em 60% no fim de março
Algodão-13.0%-7.3%-6.1%Estoques elevados e fraca demanda internacional derrubaram os preços
Milho 1ª safra+31.0%0%+31.0%Substituição de lavouras de algodão; área ainda não atualizada pelo IBGE
Milho 2ª safra-6.3%0%-14.6%Atraso no plantio e histórico de baixa precipitação no período
Café-13.9%-4.8%-9.5%Desgaste fisiológico pós-safra e bienalidade negativa no extremo-oeste
Cacau+5.3%0%+5.3%125,4 mil t projetadas — 40,3% da produção nacional
Fonte: Sidra-LSPA/IBGE e CONAB — estimativas de março de 2026 (não é contagem efetiva da safra)
Soja — Robusta

Colheita irrigada finalizada abaixo das estimativas iniciais; sequeiro com 60% colhido e bom desempenho. Cenário exige monitoramento intensivo (CONAB).

Milho — Substituição do Algodão

1ª safra projetada +31% com produtores trocando algodão por milho. 2ª safra pessimista: rendimento -14,6% e produção -6,3%.

Cacau — Otimismo com Ressalvas

Produção projetada em 125,4 mil t (+5,3%), 40,3% do total nacional. Rendimento de 265 kg/ha ainda muito abaixo do Pará (900 kg/ha) pela vassoura-de-bruxa.

4Indústria

Indústria Baiana — Set/2025 a Fev/2026

Após crescer 3,75% entre setembro e novembro de 2025, a produção industrial baiana entrou em desaceleração acentuada: queda de 10,5% em dezembro e primeiro bimestre de 2026 em terreno negativo. Autora: Luiza Souza Brandão

Desaceleração na Virada do Ano

O 4T2025 registrou a produção industrial mais baixa do ano (-2% vs. 2024), em paralelo à desaceleração nacional (-0,5%). A perda de dinamismo está associada à taxa de juros elevada — que drena a capacidade de investimento das empresas e o poder de compra das famílias — e às incertezas do protecionismo americano. No acumulado de 12 meses, a Bahia passou de +1,4% em novembro para -1,3% em fevereiro de 2026.

Produção Física Industrial — Variação % vs. Mesmo Mês do Ano Anterior (Set/25–Fev/26)

Variações positivas entre setembro e novembro (índice de 98,7 para 102,4, +3,75%), seguidas de forte queda em dezembro (-9,4%) e retração anual de -10,5% em janeiro e -4,1% em fevereiro de 2026.

Fonte: IBGE/SEI

Variação Acumulada em 12 Meses — Fev/2026 (%)

A Bahia cresceu acima das médias do Nordeste e do Brasil no final de 2025 (pico de +1,4% em novembro), mas a retração na virada do ano foi mais severa que a regional: -1% em janeiro e -1,3% em fevereiro, enquanto o Brasil manteve alta acumulada de 0,3%.

Fonte: IBGE — PIM

Variação por Segmento — Fev/2026 vs. Fev/2025 (%)

Alimentícios (+10,9%, óleo refinado de soja) e extrativas (+16,1%) puxam os ganhos. Máquinas elétricas (-41,5%), couro/calçados (-30,9%) e coque/derivados do petróleo (-9,5%, menor produção de diesel e gasolina) lideram as quedas.

Fonte: IBGE/SEI

Top Municípios por Valor Adicionado Industrial

Pos.200220102021
1CamaçariSalvadorCamaçari
2SalvadorCamaçariSão Francisco do Conde
3Paulo AfonsoS. F. do CondeSalvador
4Simões FilhoFeira de SantanaFeira de Santana
5CandeiasPaulo AfonsoCandeias
9IlhéusCandeiasLuís Eduardo Magalhães
19EsplanadaLuís E. MagalhãesBarreiras
Fonte: SEI/IBGE

Tendência 2026: O setor de coque/derivados do petróleo, pilar da transformação em 2025 (+5,1% acumulado), iniciou trajetória de queda em novembro. Máquinas elétricas despencou 56,3% em dezembro após crescer 11,5% no consolidado de 2025.

5Comércio Exterior

Comércio Exterior da Bahia — 2025 e 1T2026

O ano de 2025 fechou com superávit de US$2,15 bi apesar do tarifaço americano. No 1T2026, a Bahia manteve a 9ª posição nacional, com exportações +6,23% e importações +9,9%. Autores: Bruno Moura e Douglas Mota

+6,23%
Exportações 1T2026 vs. 1T2025
+9,9%
Importações 1T2026 vs. 1T2025
+US$176,4mi
Saldo do 1T2026 — 9ª posição nacional
Fechamento de 2025 — Impacto Assimétrico do Tarifaço

Em 2025, as exportações baianas caíram 1,85% e as importações recuaram 12,7%, elevando o superávit para US$2,15 bi (2024: US$847,8 mi). A Bahia caiu do 9º para o 10º lugar entre os exportadores do país. O petróleo chegou a recuar 95,7% em volume em agosto após a tarifa de 50%, mas fechou o último bimestre com +11,4% em valor, aproveitando a condição de item isento e novos mercados. As exportações para os EUA caíram 24,1%; o ouro para o Canadá (+41,9%) funcionou como amortecedor.

Saldo da Balança Comercial — 2024 vs. 2025 (US$ milhões)

Superávit anual mais que dobrou: de US$847,8 mi (2024) para US$2,15 bi (2025), com queda das importações (-12,7%) superior à das exportações (-1,85%).

Fonte: Comex Stat/MDIC

Principais Produtos Exportados — 1T2026

Ouro (+72%) e petróleo (+17,2% em valor) sustentaram o trimestre; a base exportadora cresceu com 8 novos municípios, e o Top 4 responde por 55,4% do valor total.

Petróleo e Derivados+17,2% em valor

Barril saltou de US$64,50 para US$102,86 (Ormuz). Novos mercados: Panamá e Colômbia — apesar de -84,6% em volume em março.

Ouro+72% em valor

Ativo de refúgio: onça troy de US$3.086 para US$4.670. Beneficia Jacobina, Barrocas e Santaluz.

Cobre (Jaguarari)+38,42% em valor

Mineração baiana iniciou 2026 produzindo 28,6% a mais em minérios que no ano anterior.

Setor Agropecuário-30,2% em janeiro

Alta dos custos (diesel e fertilizantes) e retração da demanda global; sinal de estabilidade em março.

Fonte: Comex Stat/MDIC e SEI

Municípios em Destaque — Variação Exportações 1T2026 (valor)

Jacobina (ouro)+47.9%
S. Francisco do Conde+17.1%
Luís E. Magalhães-9.9%

Jacobina subiu à 3ª posição impulsionada pelo ouro, superando Camaçari e Mucuri. São Francisco do Conde (+17,1%) foi o destaque do Top 4 com óleo refinado para Panamá e China. Luís E. Magalhães teve queda sazonal entre safras. Barreiras e São Desidério retomaram soja e algodão para a China.

Principais Destinos — 2024 vs. 2025 (US$ mi)

Fonte: Comex Stat

Importações por Bloco Econômico — 1T2026

Ásia (excl. Or. Médio)
América do Norte
África
Europa
América do Sul
Outros

Óleos brutos de petróleo lideram (~31% dos principais produtos), seguidos de naftas para o polo de Camaçari. Destaque: importação de veículos chineses saltou mais de 1.200%.

5bMapa do Território

A Economia Baiana no Mapa

Os municípios que protagonizam os relatórios do NEC — do ouro de Jacobina à soja de Luís Eduardo Magalhães, do refino de São Francisco do Conde ao cacau de Ilhéus. Passe o mouse para identificar e clique para ler a síntese.

6Trabalho e Rendimento

Mercado de Trabalho na Bahia — 2024 vs. 2025

Melhora relevante entre 2024 e 2025: ocupação +3,4% e desocupação -18,8%. A evolução, porém, foi heterogênea — a informalidade cresceu e as desigualdades de gênero, cor e escolaridade persistem. Autores: Abhel Abreu e Rafael Carvalho

+3,4%
Força de Trabalho Ocupada
6.295 → 6.511 mil pessoas
2025 vs. 2024
-18,8%
Desocupados
765 → 621 mil pessoas
Queda expressiva do desemprego
+6,5%
Informalidade Feminina
1.281 → 1.364 mil (homens +4,6%)
Precarização persistente
16,1%
Gap Salarial de Gênero
Homens R$2.338 vs. Mulheres R$2.014
Desigualdade estrutural

Rendimento Médio por Sexo — 2024 vs. 2025 (R$)

Homens: R$2.338 (+1,4%). Mulheres: R$2.014 (-0,6%) — diferença de 16,1% a favor dos homens, refletindo diferenças estruturais de inserção e remuneração.

Fonte: PNAD Contínua / IBGE

Informalidade por Sexo — 2024 vs. 2025 (mil pessoas)

Homens +4,6% (1.985 → 2.076 mil); mulheres +6,5% (1.281 → 1.364 mil). Mesmo com o mercado aquecido, a qualidade dos vínculos segue como desafio central.

Fonte: PNAD Contínua / IBGE

Variação do Emprego por Setor — 2025 vs. 2024 (%)

Serviços lideram: informação/comunicação/financeiras (+16,5%, +89 mil) e setor público/serviços sociais (+7,3%, +85 mil). Indústria geral (-9,6%) e alojamento/alimentação (-11,5%) em retração.

Fonte: PNAD Contínua / IBGE

Variação do Rendimento por Setor — 2025 vs. 2024 (%)

Maiores rendimentos seguem no setor público (R$3.502; -1,9%) e os menores nos serviços domésticos (R$910; +1%). Outros serviços (+22,8%) e comércio (+4,7%) tiveram os maiores ganhos.

Fonte: PNAD Contínua / IBGE
Desigualdade Racial

Rendimento médio 2025: brancos R$3.056 (+0,2%); pardos R$2.086 (+0,6%); pretos R$1.844 (-0,5%). Informalidade cresceu entre pretos (+4,3%) e brancos (+9,7%).

Educação e Renda

Superior completo: R$4.654 (-5,3%) vs. fundamental incompleto: R$1.290. Alerta: a informalidade entre pessoas com ensino superior completo cresceu 42,6%.

Informalidade por Idade

Concentrada nos grupos de 40–59 anos (1.300 mil; +2,3%) e 25–39 anos (1.147 mil; +7,8%). Entre jovens de 14–17 anos houve queda de 5,3%.

7Considerações Finais

Síntese e Considerações Finais

O presente relatório analisou o fechamento de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, evidenciando uma economia baiana que cresceu acima da média nacional em 2025 (PIB de R$536,4 bi, +2,7%), com melhora expressiva do mercado de trabalho e superávit orçamentário ampliado para R$3 bilhões, mas que iniciou 2026 em ritmo claramente mais moderado.

O tarifaço americano produziu um impacto assimétrico ao longo de 2025: o petróleo chegou a recuar 95,7% em volume em agosto, mas a antecipação de embarques, a lista de exceções e a abertura de novos mercados (Panamá, Colômbia, Comunidade Andina +130%) preservaram o superávit comercial de US$2,15 bilhões. Já o primeiro trimestre de 2026 combina sinais opostos: exportações em alta (+6,23%) e safra projetada em +5,5%, ao lado de queda real de receitas estaduais, déficit orçamentário crescente e indústria em retração.

No mercado de trabalho, a queda de 18,8% na desocupação coexiste com o avanço da informalidade — inclusive entre trabalhadores com ensino superior (+42,6%) — e com desigualdades persistentes de gênero, cor e escolaridade. O NEC reafirma que pensar a Bahia a partir da Bahia é condição necessária para produzir conhecimento comprometido com o desenvolvimento equitativo e territorialmente equilibrado.

2

Política Fiscal

  • PIB 2025: R$536,4 bi (+2,7%) — acima da média nacional (+2,3%); Serviços chegam a 61,47% do PIB
  • Balanço de 2025 com superávit real de R$3 bi (receita +5,1%, despesa +4,3%)
  • 1B2026: receita corrente -2,55% e despesas -2,73% em termos reais (deflator IPCA 3,81%)
  • Déficit real de R$123 mi no 1B2026 (+315,8% vs. 1B2025) — início de exercício desafiador
3

Commodities

  • Safra 2026 projetada em +5,5%, puxada pela soja (+4,5%) com clima favorável (300–600mm)
  • Algodão -13%: estoques elevados e preços pouco atrativos levaram à troca por milho (1ª safra +31%)
  • Café -13,9%: bienalidade negativa e desgaste fisiológico das lavouras
  • Cacau +5,3% (125,4 mil t; 40,3% do nacional), mas rendimento de 265 kg/ha segue muito abaixo do Pará
4

Indústria

  • Alta de 3,75% no índice entre set e nov/2025, seguida de queda de 10,5% em dezembro
  • 4T2025 com a produção mais baixa do ano (-2%); juros altos e protecionismo americano pesaram
  • 1º bimestre de 2026 negativo: -10,5% em janeiro e -4,1% em fevereiro (vs. ano anterior)
  • Acumulado 12 meses: Bahia -1,3% em fev/26, pior que Nordeste (-0,1%) e Brasil (+0,3%)
5

Comércio Exterior

  • 2025 fechou com superávit de US$2,15 bi apesar do tarifaço; Bahia caiu ao 10º lugar entre exportadores
  • EUA -24,1% em valor; Canadá +41,9% (ouro) e Panamá +60,2% como novos amortecedores
  • 1T2026: exportações +6,23% e importações +9,9%; 9ª posição nacional mantida
  • Ouro +72% e petróleo +17,2% em valor no 1T2026; veículos chineses importados +1.200%
6

Trabalho e Rendimento

  • Ocupação +3,4% (6.511 mil) e desocupação -18,8% (621 mil) entre 2024 e 2025
  • Informalidade cresceu: homens +4,6%, mulheres +6,5% — inclusive entre os com ensino superior (+42,6%)
  • Gap de gênero de 16,1%: homens R$2.338 (+1,4%) vs. mulheres R$2.014 (-0,6%)
  • Serviços puxam o emprego (info/financeiras +16,5%); indústria geral -9,6%
NEC — Núcleo de Estudos Conjunturais
Faculdade de Economia — Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Relatório
2026.1
Pasta
Economia Baiana
Orientadora
Kaiza Correia

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